15. Topografias da existência: formas de sentir e formas de falar na contemporaneidade.

Ministrante: Marcus Vinicius Santana Lima Almeida, Doutorando em História (UFPE) e Professor Assistente I da UNIVASF.

  

É possível calcular a vida? Colocá-la em um terreno claro, marcar suas medidas e interpretá-la sob a luz de dados e técnicas? Como os estudos acadêmicos podem se aproximar do significado da vida e da existência humana, supondo que este significado seja alcançável? Este minicurso propõe um conjunto de olhares sobre narrativas que, de alguma forma, registraram as condições de convivência e sobrevivência das pessoas no mundo contemporâneo. Oferece a possibilidade de interpretar narrativas cujo tema de suas observações é a especulação sobre as maneiras como a humanidade se relaciona com suas próprias criações e seus próprios traumas, suas celebrações e sofrimentos. O minicurso pretende sondar como as subjetividades humanas são inventadas e significadas em diversos espaços narrativos, especialmente, a literatura, a memória, o ensaio, a imagem e a ciência etc. Estre os muitos campos da subjetividade humana, este minicurso privilegiará abordagens sobre as concepções de desejo, angústia, afeto, trauma, subordinação e resistência, propondo um debate sobre como esses aspectos se inserem nas relações humanas sejam elas de classe, gênero ou etnia. Espera-se que durante e ao término dos encontros os participantes construam, através de seus próprios caminhos e projetos de pesquisa, possibilidades de abordagem das formas de sentir e das formas de falar na contemporaneidade, ampliando as temáticas de suas escritas e reflexões. Afinal, a topografia aqui referenciada não é a da exatidão e da certeza, mas aquela que dispondo de instrumentos, técnicas e saberes pode nos informar sobre as aproximações que constituem um terreno idealizado.

Duração de 4h.

04 e 05/09 – 13h-15h30min.

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