3. Interseccionalidade: caminhos para uma ciência histórica mais humana.

Ministrante: Fabianne Nayra Santos Alves – mestranda pelo Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Duração de 3h.

As ciências sociais e humanas no Brasil utilizaram em sua constituição como área de conhecimento uma instrumentalidade teórico-metodológica eurocêntrica e norte-americana que, por décadas, invisibilizou a diversidade que não fazia parte do cotidiano daquelas nações. Gênero, raça e classe são recortes temáticos atuais muito necessários no meio acadêmico e, principalmente, fora dele, mas ainda não conseguem dar conta das demandas conceituais da sociedade brasileira. A Interseccionalidade surge a partir de questionamentos que sequer foram feitos pela elite intelectual europeia ou norte-americana e se desenvolve como arcabouço teórico-metodológico com o objetivo de abranger falas, pensamentos, espaços, territórios, identidades antes vistos apenas como objeto de estudo, poucas vezes como características de sujeitos agentes de sua própria história. Nosso objetivo é discutir a interseccionalidade a partir da perspectiva do feminismo negro e, assim, apresentar possibilidades de enegrecer e diversificar a produção de conhecimento feita na universidade.

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