Formação de professores de História e Práticas Docentes: Conhecimento, Currículo e Poder

Coordenadores:

Dr. Lídia Baumgarten (UFAL)

Dr. Antonio Alves Bezerra (UFAL)

Este Simpósio Temático contemplará a discussão de propostas de trabalho que analisem e dialoguem, a partir de estudos de caso, relatos de experiências e/ou discussões bibliográficas, as relações entre formação inicial e continuada de professores de História, diretrizes curriculares para formação de professores e para a Educação Básica, práticas docentes acerca da disciplina de História e seu ensino nos sistemas educacionais. Dessa forma, o ST fomentará reflexões e debates acerca da disciplina de História e seu ensino em âmbito local, regional e nacional. Para tanto, serão aceitos trabalhos que se propõem a discutir os embates relacionados à disciplina de História no currículo escolar e a formação inicial e continuada de professores de História e com as diferentes formas de negação da disciplina enquanto parte integrante do currículo e lugar historicamente demarcado por esta na cultura escolar. Em face disso, fomentaremos reflexões em torno da produção acadêmica sobre o ensino de História, suas narrativas, formação de professores com ênfase no ensino e na pesquisa, problematização das experiências didáticas dos professores da Educação Básica em diálogo com referenciais teóricos, focando nos projetos institucionais de formação de professores de História com financiamento público (PIBID e Residência Pedagógica) no sentido de estreitar laços entre teoria e prática, escola e universidade.

Sessão I

 

PIBID, ensino de história e questões de gênero: relato de experiência na Escola Estadual de Educação Básica Costa Rêgo em Arapiraca/AL.

Tácio Soares Ferreira Barros - Graduando em História pela Universidade Estadual de Alagoas e bolsista de iniciação à docência no PIBID/MEC/CAPES/UNEAL.

 

O escrito apresenta os resultados produzidos a partir da oficina pedagógica “Gênero e História: (re) pensando o papel da mulher na História do Brasil” na Escola Estadual de Educação Básica Costa Rêgo, localizada no município de Arapiraca/AL. A oficina foi elaborada por um dos grupos que compõem o núcleo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência do subprojeto de História da Universidade Estadual de Alagoas, objetivando preencher a lacuna reservada às questões de gênero no referencial curricular da disciplina de História. Para tal, estudamos o currículo da disciplina em níveis nacionais e regionais. Apesar de aparecer nas Diretrizes Curriculares Nacionais – e também no Referencial Curricular alagoano –, a discussão sobre as questões gênero segue invisibilizada dentro das práticas de ensino da história. Além disso, visitamos vasta bibliografia acerca da temática, para, assim, conduzir a elaboração da oficina e as reflexões posteriores a realização desta. Outrora, a invisibilidade das questões de gênero tende a agravar-se, haja vista a conjuntura atual do país, onde cresce o cerceamento da liberdade de cátedra tanto no ensino básico quanto no ensino superior; principalmente no que se refere ao termo gênero, cunhado por Scott (1995, p. 86) como, “um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos […] e uma forma primária de dar significado às relações de poder”. Nesse sentido, a produção da oficina também empenha seu papel político – que não está de forma alguma desassociado da prática docente. Nas discussões aqui empenhadas buscamos discutir, entre outras coisas, a recepção dos alunos à temática e como estes relacionam-se com as questões levantadas sobre: relações de gênero, sexualidade, feminilidades, masculinidades etc; tudo isso relacionado ao tema proposto em oficina: o papel da mulher na História do Brasil. Deste modo, investigamos novas práticas docentes para a atualização do currículo em questões de gênero. Nessa perspectiva, o relato de experiência aqui apresentado, busca contribuir para o aprimoramento das práticas de ensino de história visando preencher a lacuna curricular referente às questões de gênero.

 

Formação de professores de história: um encontro com as escolas e salas de aula da Educação Básica (2015-2018).

Jonathan Vieira da Silva - Graduando – História – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Antônio Bezerra, Doutor e Professor do Instituto de Ciências Humanas Comunicação e Artes, curso de História.

 

O escrito analisa os Relatórios de Estágio Supervisionado I, da Universidade Federal de Alagoas, do curso de História - Licenciatura, na tentativa de compreender e problematizar como são ministradas as aulas de história por professores da rede regular de ensino do estado de Alagoas ao proporcionar a aprendizagem de novos professores, destacando a formação do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, a formação inicial e continuada dos professores regentes e metodologias de ensino por estes aprimoradas no contexto das salas de aula. Assim, a comunicação em questão, pauta-se no projeto financiado pelo Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC) intitulado “Formação e atuação de professores de História: uma análise dos relatórios de estágio supervisionado I do curso de licenciatura em História da Ufal: 2015-2018”, de autoria e orientação do professor Antonio Alves Bezerra. A metodologia da pesquisa, parte da teoria de Análises de Redes Sociais (ARS), bastante utilizada dentro da Antropologia e das Ciências Sociais, que ocorre através da perspectiva “pela qual os atores são conectados uns com os outros por sua filiação com eventos e, ao mesmo tempo, os eventos são conectados pelos atores que são seus membros” Minella [1] (2007, p.37). A rede aparece quando determinados eventos que promovemos, nos enquadram em determinados grupos. Nesse aspecto, nota-se que o trabalho em tela foi dividido em duas seções: a primeira é a importância do PPP para uma vivência escolar pautada na multietnicidade de seus integrantes e uma colaboração para um ambiente propício ao desenvolvimento crítico dos estudantes, com isso, o PPP representa ligeiro alinhamento entre a função social da escola e as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores no contexto das salas de aula. A segunda parte, por sua vez, apresenta reflexões acerca das aproximações de determinadas práticas pedagógicas que colaboram com o projeto “Escola Sem Partido”, essa aproximação, ocorre através de formas subjetivas e confira riscos para a formação da criticidade dos estudantes, pois em sua gênese e em seu desenvolvimento, o referido projeto, é desproporcional e incompatível com as prerrogativas previstas na Carta Constitucional de 1988 e na própria LDBEN (1996), cujo teor é indicativo de substituir o ensino crítico, por um ensino dogmático e anticientífico. Apesar de existirem relatórios de Estágio que demonstram certa aderência as ideias do projeto “Escola Sem Partido”, em proporção maior percebe-se a existência de práticas pedagógicas que resistem e buscam criar caminhos entre o passado e o presente, delineando condições para que os estudante tenham autonomia de construir suas hipóteses e linhas de reflexões plurais, fazendo com que eles compreendam a dialeticidade das especificidades dos movimentos sociais, e consiga, decerto, lutar por uma sociedade democrática, fraterna e igualitária.

[1] MINELLA, A.C. Análise de redes sociais, classes sociais e marxismo. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, v.28, n.83, 2013, p.185-194

 

Literatura no ensino de História?

Sheyla Jayane Tavares Silva – Graduanda - Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

No ensino de história pode-se utilizar diversas linguagens – uma delas é a literatura. Segundo Guimaraes (2012) “ensinar história, articulando-a com a literatura, expande o diálogo com outras áreas do conhecimento, outras manifestações da experiência humana”; pode-se, assim, construir de forma mais ampla, coletiva e autônoma o conhecimento, valorizando coisas mais tangíveis do mundo do discente a partir da leitura. Reforçando, então, na nossa prática docente a ideia de Paulo Freire de que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”, tenta-se trazer para a história uma possibilidade na construção desse saber tão expansivo. “Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o ‘edifício da história’ como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício” (Ruiz, 2015). Em consonância com Bittencourt (2011) “os estudos de textos literários têm assim como objetivo não apenas desenvolver o ‘gosto pela leitura’ entre os alunos, mas também fornecer condições de análises mais profundas”; é justamente essa a nossa intenção: levar aos nossos alunos mais do que o óbvio. Levando em consideração os autores posteriormente abordados, trazer a obra ‘São Bernardo’ foi, mais do que uma mera ilustração, uma janela encontrada para que os alunos possam analisar um período a partir de um olhar carregado das marcas da época e ao mesmo possam se sentir representados e situados no contexto abordado pelo livro, que é  escrito por um alagoano que fala sobre Alagoas, traz a regionalidade na escrita e fala de relações sociais e de trabalho no período da Primeira República; o romance de Graciliano Ramos caiu então como uma luva para a proposta abordada neste trabalho, que tem como objetivo abordar o “resgate da mentalidade de diferentes grupos sociais de uma época para o ensino de História [através da] [...] literatura” (Abud et al). Na nossa experiência utilizamos o arquivo digital do livro ‘São Bernardo’ de Graciliano Ramos, então fizemos uma discursão guiada do livro, seguindo uma sistemática de extração de percepções e aprofundamentos na análise da obra, usando o percurso didático escrito por Abud et al (2010) e com a formulação de um resumo do livro, de entendimento da obra. Buscamos trazer a linguagem literária para o ensino de história não apenas como um elemento ilustrativo, mas como uma forma de expandir as dimensões de ensino e história na construção do conhecimento. Aproximar os discentes da história local, dando-os uma nova visão dos ambientes ocupados pelos mesmos e mostrar a visão da mulher e do trabalhador no período da Primeira República, em consonância com a mentalidade de um autor do mesmo período. Notou-se uma gama de percepções primárias que foram em alguns casos se desconstruindo e em outros casos se reafirmando. Teve-se também uma maior interação da turma, com contrapontos e debates sociais atuais, construindo um saber do mundo mais autônomo e livre, além de uma construção imaginativa coletiva de um período histórico na sociedade alagoana, suas implicações políticas e sociais e suas diferenças da sociedade atual, como a questão do ‘lugar’ da mulher e do trabalhador.

Incomodou-nos a quantidade baixíssima de discentes que efetivamente fizeram a leitura completa do texto, e a falta do hábito de leitura que não é esperada em concluintes do ensino médio. Constatou-se o já antes teorizado por Abud at al (2010): o uso da literatura em sala de aula possibilita a construção de conhecimento histórico de maneira compartilhada e proporcionalmente dinâmica.

 

O cineclube como ferramenta pedagógica para o ensino de História no Programa de Residência Pedagógica.

Rayane Barbosa de Almeida - Graduanda de Licenciatura em História - Universidade de Pernambuco (UPE).

Ashley Valeriani da Silva Florêncio – Graduanda

 

O desenvolvimento desse trabalho se insere no contexto das atividades realizadas pelo Programa de Residência Pedagógica, na Escola Municipal Ernesto Ribeiro, localizada em Carpina. A proposta de inserir um cineclube na escola, tem como objetivo utilizar recursos audiovisuais como fontes para o ensino de história no 7º ano do fundamental II, a fim de provocar reflexões sobre as relações entre Cinema e os conteúdos de História abordados em aula. Através da seleção das obras, ação cineclubista (exibição) e debate, alunos e professores terão contato com o cinema numa abordagem diferenciada.

 

Práticas do ensino de História no Instituto Federal de Alagoas.

Natalia Santos Freitas - Mestrado em Educação/Docente de História – Instituto Federal (IFAL).

 

Este trabalho vem compartilhar das práticas pedagógico-metodológicas direcionadas aos eixos de diversidade, inclusão étnico-racial e de gênero desenvolvidas em aulas de história do ensino médio integrado e na Licenciatura de Física (com a disciplina Educação, Diversidade e Inclusão social) do Instituto Federal de Alagoas (Campus Maceió). O objetivo das atividades realizadas foi/é de: 1) visibilizar sujeitos marginalizada(o)s na história; 2) construir outras narrativas históricas; 3) educar a(o)s estudantes dos dois níveis de ensino em questão a uma vivência escolar não discriminatória.

Realidade alagoana: afro-formação.

Clara Suassuna - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

 

O estado de Alagoas apresenta uma realidade interessante quando nos referimos as formações para a rede de ensino. A grande maioria das escolas municipais e estaduais de ensino estão de acordo com o que estabelece a LDB em relação lei 10.639/03, mas como as práticas estão acontecendo dentro dos estabelecimentos escolares? Hoje, os professores da rede têm alguma leitura teórica sobre o assunto, mas pecam na hora da aplicabilidade na sala de aula. Como aplicar e como fazer? São as perguntas mais frequentes e muitos dos profissionais em educação não encontram saída. Por que? As práticas podem ser produzidas a partir do cotidiano brasileiro, mas muitos dos docentes não conseguem identificar os espaços afro-brasileiros. Quebrar essa barreira não é tão difícil, pode ser de uma forma prazerosa, contínua, mas ao mesmo tempo com responsabilidade e por conhecimento científico.

 

Sessão II

 

A experiência no Pibid como elemento formativo de professores de História.

José Antonio Gabriel Neto - Doutorando em Educação - Universidade Federal do Ceará (UFC).

 

A partir de 2007, a CAPES passou a fomentar a formação docente em nível nacional. Objetivamos entender como se constroem os saberes de formação e experiência em estudantes participantes do PIBID de História da Universidade Federal do Ceará. Foram realizadas entrevistas com bolsistas de iniciação à docência. Constatou-se que o programa é fundamental para os bolsistas e promove interação entre universidade e escola. Verificamos ainda que as escolas não têm estrutura para realização das atividades propostas, sendo que estas ficam em segundo plano, ocupando espaços como anfiteatros e pátios.

 

Ideologia de gênero: a manutenção dos papéis sociais.

Lêni Bernardo dos Santos - UNEAL - Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL).

Diogo Evandro Alves dos Santos - Graduado pela FAFOPS

Nesse artigo tentaremos apresentar argumentos que possam ajudar a desconstruir o mito da ideologia de gênero, buscando ligá-lo a institucionalização da pedofilia, o feminicídio e lgbtfobia que tem obtido um crescimento considerável recentemente. Por meio da construção de uma discussão acerca da educação sexual e de gênero como fator fundamental para a reversão de tais contendas sociais que permeiam os pilares da sociedade fálica brasileira. Em especial a partir da ruptura política iniciada em 2014. Estabeleceremos um diálogo a respeito da criação do mito da ideologia de gênero como artifício de ascensão de uma nova onda conservadora no país. Que tem por objetivo retroceder os avanços educacionais e permitir a manutenção deste status quo. Por fim, buscaremos mostrar a importância do debate de gênero e sexualidade nas salas de aula, como um mecanismo de proteção da criança e do adolescente, de modo a desconstruir os papéis sociais empregados ao gênero biológico como fator coercitivo de tipo ideal de indivíduo. Tratando de forma clara e objetiva a manipulação por trás da criação do mito da ideologia de gênero dentro da sociedade brasileira atual, listando os índices de violência sexual e feminicídio objetivando a falta de debate sobre este assunto e sua obscurização.

O Ensino de História em Tempos de Perda de Autonomia e de Liberdade: Formação de Professores e o papel da Residência Pedagógica.

Lídia Baumgarten - Doutora – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

A proposta do trabalho é apresentar algumas discussões e reflexões sobre a formação do professor de História e o papel do Programa da Residência Pedagógica, especialmente no Estado de Alagoas, considerando o contexto do Estado em que o trabalho docente se dá, na sua grande maioria, a partir do trabalho do monitor. Por meio da análise do referencial curricular do Estado, dos relatórios de estagiários e dos residentes e das observações feitas nas escolas no momento em que acompanhamos os discentes, pretende-se problematizar questões como a formação inicial e continuada, quais as dificuldades enfrentadas por professores recém-formados e já formados há algum tempo, ou que estão em processo de formação, quais metodologias e linguagens utilizar para que o aprendizado do conhecimento histórico seja mais significativo e faça sentido na vida do estudante, e como “sobreviver” num contexto de incertezas da profissão, da falta de reconhecimento do trabalho docente, dos constantes ataques e perseguições e da perda de autonomia e liberdade dos professores de História em sala de aula. Nossas reflexões terão como base teórica: Penna (2018), Schmidt (2004), Cainelli (2006), Rüsen (1992), Fernandes (2005), Guimarães (2003), Monteiro (2001), Bittencourt (2005), Pimenta (1994, 1996, 2005/2006), entre outros autores.

 

Uso da música no ensino da temática afro na educação de jovens e adultos.

Lourival Alves Cavalcante Junior - Graduando em História pela Universidade Estadual de Alagoas, voluntario do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência.

Samuel Costa Silva - Graduando em História pela Universidade Estadual de Alagoas, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência.

Maria Gabriela Simplício Ribeiro - Graduanda em História pela Universidade Estadual de Alagoas, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência.

 

O objetivo do artigo é discutir sobre o ensino de história na Educação de Jovens e Adultos, modalidade da educação básica. Serão abordados os desafios encontrados no ensino, especialmente das temáticas afro-brasileiras, a partir da experiência de alunos graduandos do curso de licenciatura em história da Universidade Estadual de Alagoas – campus III iniciados no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) com o subprojeto “Saberes e práticas do ensino de História afro e indígena: memória, imagem, oralidade e patrimônio”. O foco do artigo é o uso da música nas atividades de ensino com temas relacionados a cultura afro-brasileira. A grande maioria dos conteúdos na área de história chegam aos docentes de maneira bastante teórica e até mesmo densa, cabe a estes a tarefa de buscar caminhos para adaptação, tendo em vista a melhor transmissão do conhecimento para os alunos da EJA. Um desses caminhos é o uso da música, identificando referências que podem ser analisadas mais a fundo e relacionadas aos conteúdos de história, buscando assim, facilitar a assimilação e aprendizado por parte dos estudantes. A fundamentação metodológica utilizada para compreensão e análise desse trabalho foi a pesquisa bibliográfica em fontes diversas, uma vez que permite uma investigação aprofundada das peculiaridades do contexto educacional da EJA e busca soluções para as poucas estratégias didáticas aplicadas a essa modalidade de ensino. Além disso, também foi adotado o método de observação participante durante a execução das dinâmicas musicais que possibilitaram a interação entre os alunos e o cenário multicultural nacional.  Para alcançar o objetivo estabelecido, foi trabalhado em sala de aula apresentações musicais no formato voz/violão que possibilitaram a reflexão e valorização da rica diversidade étnica-racial do povo brasileiro, assim como facilitou os debates a respeito das desigualdades sociais e do mito da democracia racial, por meio de uma linguagem simples e com utilização no cotidiano desse público educacional. A partir dessa perspectiva, as principais referências bibliográficas utilizadas foram: FREIRE (1987), GOMES (2006), GOMES et al. (2015).

O ensino de História de Alagoas na rede pública estadual de Alagoas: dos anos finais da ditadura civil-militar à lei da mordaça (1980 - 2016).

Felipe da Silva Barbosa - Mestre em História/PPGH/UFAL e Graduado em História/CESMAC.

 

Este trabalho, a partir de um método indiciário, reconstitui historicamente os discursos políticos e as práticas político-pedagógicas propostas e/ou reproduzidas nas salas de aula da rede pública estadual de Alagoas por meio da análise de propostas curriculares, livros técnicos para professores, e livros didáticos para estudantes sobre a história de Alagoas no contexto dos anos de 1980 a 2016.

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