Narrativas dissidentes: historiografia, gênero, interdisciplinaridade e interseccionalidade

Coordenadores:

Dr. Elias Ferreira Veras (UFAL) 

Dra. Ana Claudia Aymoré (UFAL)

 

Não sem resistências, o gênero tem sido incorporado como teoria/categoria de análise histórica. Este Simpósio Temático pretende levar à discussão pesquisas que articulem a perspectiva de gênero com abordagens interdisciplinares e interseccionais. Nesse sentido, serão bem-vindos trabalhos que abordem a construção das masculinidades, feminilidades, experiências LGBT+, corpos abjetos, queer, oriundos de diferentes contextos histórico-temporais e campos do saber (história, antropologia, artes, psicologia, filosofia, literatura etc.).

Sessão I

 

Modernidade obscena: o cinematographo pornographico que “envergonharia Sodoma” no Recife (1915). 

Katharine Trajano - Mestranda em História – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

 

O presente trabalho visa compreender a relação entre a modernidade, o obsceno e o cinema no Recife do início do séc. XX, sob recorte temporal de 1915, quando há publicação em jornais do período acerca do ‘cinematographo pornographico’ instalado na cidade; As matérias dispostas no Diário de Pernambuco (PE) e Estadão (SP) reiteravam denúncias sobre as exibições pornográficas cuja origem estava arraigada nos “vícios” de sociedades modernas, constituindo práticas dissidentes. Como aporte teórico-metodológico utilizaremos os trabalhos de Nuno César de Abreu (1996), Lynn Hunt (1997), entre outros.

 

Políticas de visibilidades lésbicas no CHANACOMCHANA (1980).

Thamyres Jully Ana Ramos Martirio - Graduação História – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

A questão histórica que aqui será analisada busca visibilizar as resistências das mulheres lésbicas no período da abertura política brasileira, com ênfase nas organizações lésbicas e da imprensa alternativa, mais precisamente, no jornal “Chanacomchana”. A discussão sobre a identidade lésbica no “Chanacomchana”, persiste em uma construção referencial política para dar visibilidade as mulheres lésbicas. Sendo um espaço de construção de políticas de visibilidade de mulheres que afirmaram sua sexualidade através do jornal, ressignificando condições sociais, através de narrativas, poemas ou de protestos políticos. O periódico foi extremamente importante para o movimento lésbico feminista, na medida em que proporcionou a quebra de isolamento de lésbicas. Esta análise está sendo desenvolvida no âmbito da pesquisa Existências e resistências homossexuais no Brasil da “Abertura”: uma perspectiva de gênero(1978-1988) (CNPq), e das atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL).

 

Movimento Negro Unificado: uma análise das questões raciais nas páginas do Lampião da Esquina (1978-1981).

Ana Maria de Barros Lima - Graduação em história / UFAL.

 

O movimento negro surge no período pós-abolição e se altera a cada contexto vivenciado pelo país (DOMINGUES, 2006). O trabalho aqui proposto visa historicizar, compreender e abordar, especificamente, o Movimento Negro Unificado (MNU), a partir da análise reportagens e entrevistas realizadas pelo jornal Lampião da Esquina, primeiro jornal de temática homossexual de circulação nacional no país, surgido no contexto de emergência da imprensa alternativa nos últimos anos da ditadura civil-militar brasileira. Desse modo, busco problematizar: O que seria o movimento negro nesse período? Como o jornal Lampião da Esquina abordou a questão da raça? De que forma o Movimento Negro Unificado articulou-se e se posicionou naquele período quanto às questões da sexualidade e do gênero? Para pensar tais problemáticas, estabelecerei um diálogo teórico metodológico com Michel Foucault, Angela Davis, Kimberlé Crenshaw, Joan Scott, especialmente, as reflexões que estes/as empreendem sobre sexualidade, raça, interseccionalidade e gênero. Esta investigação compõem a pesquisa Corpos aliados e lutas políticas: resistências LGBT e redemocratização na perspectiva de gênero (1978-1988) (PIBIC), se relacionando ainda às atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL).

 

“Boa esposa, recatada e do lar”: o padrão de mulher ideal nos periódicos de Alagoas (1870-1899).

Élida Kassia Vieira da Silva - Graduada em História Licenciatura, Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

O trabalho busca discutir o teor dos artigos publicados em Alagoas a respeito da mulher ou do comportamento feminino ideal, divulgado via imprensa na segunda metade do século XIX (1870-1899). Através de pesquisa realizada via Hemeroteca Digital Brasileira no arquivo da Biblioteca Nacional, foi realizada a seleção de alguns artigos que auxiliam na compreensão do espaço social feminino e sua relação com o âmbito privado, as relações de poder presentes nas famílias e expectativas sociais sobre as mulheres.

 

Gênero, família e religiosidade no jornal 'O Semeador': uma análise da coluna “Mensagem à Mulher”, de Celme Leão (Maceió, 1965).

José Edson da Silva Santos Junior – Mestrando de História – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

No presente trabalho, pretendo analisar a coluna "Mensagem à Mulher", assinada por Celme Leão, publicada no veículo de comunicação da Arquidiocese de Maceió, 'O Semeador', em 1965. Neste ano, a autora publicou, pelo menos, 21 textos, nos quais reflete sobre religião, gênero e família, além de outros temas. A fundamentação teórica desta pesquisa é construída a partir dos diálogos com Tania Regina de Luca (2008), para entender o uso da imprensa enquanto documento histórico; Joan Scott (1990), para pensar o discurso da imprensa a partir de uma perspectiva de gênero; Bianca Strücker & Ivo Canabarro (2019) para discutir a influência da religião no conceito de família; dentre outros/as. Assim sendo, aponto que a coluna construiu e divulgou, entre as leitoras do periódico, símbolos representativos de certo modelo de mulher católica, que se contrapôs à circulação de ideias acerca da emancipação feminina e das lutas feministas de segunda onda que vigoraram naquele contexto. Saliento que esta investigação está sendo desenvolvida no âmbito do Mestrado em História (PPGH/UFAL), estando relacionada às atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL).

“O feminismo em acção”: o movimento de mulheres nas páginas d’O Semeador (Alagoas, Primeira República).

Francine Leoncio Mendonça de França - Graduanda História Bacharelado – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

Tem como objetivo analisar os discursos católicos em torno do feminismo e dos movimentos de mulheres no Brasil e no mundo no período da Primeira República. A luta pela participação política feminina foi contrabalanceada pela Igreja através dos movimentos religiosos católicos, nos quais a participação das mulheres se dava nos limites da doutrina e moral cristãs. A compreensão de tais divergências ajudaria a esclarecer o percurso histórico do movimento feminista em Alagoas.

 

Honra e sangue: Prostituição, resistência e os crimes contra a “moral e os bons costumes”.

Renata Maria da Conceição Batista - Graduanda do Bacharelado em História – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

A partir do diálogo com a historiografia brasileira sobre a prostituição e toda a rede de relações que perpassam o cotidiano dos sujeitos que a praticam ⎼ PASINI (2000), BARBARÁ (2007), RODRIGUES (2009), ANDRADE (2015) ⎼, a presente pesquisa parte de problemáticas acerca de como relações em torno do universo da prostituição constituem mecanismos de legitimação de “identidades sexuais” monogâmicas/ heterossexuais, que estabelecem uma noção de honra ⎼ como nos diz Margarita Danielle Ramos (2012) ⎼, atuando na construção de corpos abjetos. A partir da análise do jornal O Semeador (1916), busca-se debater as tentativas de regulamentação da prostituição e, ao mesmo tempo, perceber as formas de resistência a essas leis em Maceió. O discurso jurídico e higienista que pune e persegue as prostitutas estão ligados à efetivação de um planejamento de urbanização da capital alagoana, que colocavam a prostituição, o jogo, e o uso de drogas no patamar de “crimes contra a moral e os bons costumes” BARBOSA (2017). Nesta comunicação, desenvolvida como pesquisa monográfica de conclusão de curso no âmbito das atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL), as prostitutas não são tomadas como “vítimas, nem objetos passivos de um discurso de poder ou simples engrenagens de um dispositivo” (SHETTINI, 2006 p. 15); mas como sujeitos políticos ativos, responsáveis por ressignificações e subversão das condutas hétero/monogâmicas.

 

Gênero, sexualidade e corpo travestis e transexuais na historiografia brasileira (2006-2018).

Alexandre da Silva – Graduando – Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

Esta comunicação consiste numa análise de três obras historiográficas “Tenho o direito de ser quem eu sou”: o movimento de travestis e transexuais em Porto Alegre (2018), A Metamorfose Encarnada: Travestimento em Londrina (2006) e Travestis: carne, tinta e papel (2019), que destacam como gênero, sexualidade e corpos travestis e transexuais foram construídas historicamente. Como esses temas foram abordadas nestas obras? Através das teorias transfeministas e queer (BENTO, 2006; BUTLER, 2010 GOMES, 2012) pretende-se debater como a historiografia tem dado visibilidade às experiências trans, questionando, desnaturalizando e contribuindo para a problematização da sua violência e invisibilidade. Esta comunicação é resultado das primeiras reflexões sobre o universo trans desenvolvidas a partir das discussões realizadas no Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL).

Sessão II

 

Aboios virilizados: o vaqueiro como símbolo nacional nas obras de José de Alencar (1877), Euclides da Cunha (1902) e Eurico Alves Boaventura (1989).

Artur Vitor de Araújo Santana - Mestrando de História – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

 

No trabalho que iremos apresentar, tomamos as obras O sertanejo (1875), de José de Alencar, Os sertões (1902), de Euclides da Cunha, e Fidalgos e Vaqueiros, de Eurico Alves Boaventura, como fontes e objetos de análise, tendo como principal objetivo analisar o protagonismo atribuído ao vaqueiro, na construção de uma identidade nacional. O vaqueiro é lido pelos autores como genuinamente brasileiro, representando uma virilidade tida como natural, do homem fundador da brasilidade, correspondente ao que chamamos de Projeto de Nação Viril, a partir do diálogo com os estudos no campo das masculinidades e da Teoria Queer.

 

A Inocência Roubada: Fantine em "Os Miseráveis" de Victor Hugo um colóquio sobre a prostituição.

Talvanes Faustino Farias - Graduando, História Licenciatura  - Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre a prostituição e, para tanto, parte do romance hugoano para a realização de seus intentos, sendo fundamentado a partir das reflexões de Victor Hugo (2007), LLOSA (2004), PERROT (1988) e PARADIS (2018). Em 1862 o romancista, publica a primeira parte de “Os Miseráveis”. Desta narrativa, destaco a personagem Fantine, personagem que, apesar da sua curta passagem pelo romance, deixa uma marca profunda no leitor. A personagem é vista neste trabalho como uma representação das injustiças legadas a mulher, numa sociedade que se julga liberal e libertária.

As narrativas de Desmundo na literatura e no cinema.

Nathália Ourives Tavares – Graduanda História - Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

O cinema e a literatura a partir de 1970 vêm a ser considerados “novos objetos” de estudo ao fazer histórico dentro dos novos domínios da história, emergindo com a primeira geração da escola dos Annales. Filmes e obras literárias têm a habilidade de desenvolver diferentes análises sobre determinados recortes históricos, fornecendo ao historiador uma variedade de informações e possibilidades. O romance Desmundo (1996) – obra literária da escritora cearense Ana Miranda, assim como a adaptação cinematográfica do romance de 2002 para o cinema, trazem consigo elementos possíveis de serem analisados de forma histórica-metodológica. Desmundo traz essa oportunidade pois relaciona um romance colonial com artefatos históricos, ambos com referência ao no Brasil colonial; e a adaptação do livro para o cinema faz com que seja possível visualizar os elementos do imaginário da época. Este trabalho tem como objetivo estudar a transição da estrutura narrativa romanesca de Ana Miranda para a narrativa audiovisual cinematográfica, refletindo acerca das relações entre história, literatura e cinema.

 

A construção da personagem Oribela no romance e no filme Desmundo.

Nara Machado Gonçalves de Andrade - Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

Com a criação da Escola dos Annales em 1929 com Marc Bloch e Lucien Febvre ocorre uma ampliação no conceito de documento e os historiadores passam a ter mais liberdade para dialogar com outras ciências. Seguindo uma característica transdisciplinar, o presente trabalho possui o objetivo de analisar a construção da personagem Oribela presente em Desmundo (1996) ⎼ obra literária da escritora Ana Miranda ⎼ e na sua adaptação cinematográfica de nome homônimo dirigida por Alain Fresnot em 2002. Deste modo, pretende-se expor as possíveis formas de representação histórico-social da personagem na literatura e no cinema.

Por uma história do movimento homossexual sergipana: grupo Dialogay Sergipe (1981-2003).

Max Wesley Santos Cardoso - Mestrando em História - Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Joedina Portugal dos Santos.

 

Em 1981, surge na capital sergipana o Grupo Dialogay de Sergipe (GDS), movimento social que emerge no contexto da abertura e redemocratização política do Brasil, se insurgindo contra a ditadura, buscando contribuir e rearticular um projeto de sociedade pautados na defesa das homossexualidades. O presente trabalho, prelúdio de uma dissertação de mestrado, busca examinar o GDS no entendimento de Castells (2010), que compreende esses movimentos em seus termos, no que dizem ser e praticam, com suas conexões ativas e relações com outros movimentos, com particularidades, histórias e contradições.

 

A resistência das mulheres na ditadura empresarial-militar: interesses de classe na perspectiva de gênero.

Paula Santos da Silva - graduanda História - Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

 

Este trabalho busca analisar a luta de classes no processo da ditadura empresarial-militar brasileira (DREIFUSS, 1981) através da perspectiva de gênero. Para tanto, investiga como o movimento feminista apontou uma crítica ao estado, ao patriarcado e ao capitalismo, vislumbrando a emancipação humana como princípio do fazer político. Analisamos os princípios das mulheres militantes da CAMDE (Campanha da Mulher pela Democracia) entre 1962 e 1974, que apesar do nome, tiveram por objetivo o fortalecimento do regime militar no Brasil, limitando o papel feminino à esfera privada. Em contrapartida, analisamos os interesses das mulheres da classe trabalhadora, com suas repercussões na esfera pública: as mobilizações por moradia, a reorganização da luta proletária, a resistência nos locais de trabalho, assim como a luta armada, o que possibilitou a transposição de papéis socialmente impelidos às mulheres. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi o levantamento bibliográfico acerca das relações de gênero na ditadura (CORDEIRO, 2008; MERLINO, 2010.) e da Teoria Marxista, particularmente, de autores que visam compreender os rumos do movimento feminista e a luta de classes no período da ditadura empresarial militar na perspectiva de gênero (LOSURDO, 2014; RODRIGUES, 2010; GURGEL, 2018).

 

Raça e gênero: conflitos e lutas por direitos na redemocratização.

Adrícia Carla Santos Bonfim - Graduanda História – Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 

 

Muitos foram os conflitos travados por aqueles/as que reivindicavam a democracia ao longo da ditadura civil-militar brasileira. As lutas por direitos se deram sob aspectos tão diversos quanto aqueles/as que as protagonizaram. Diferente do que aparece na historiografia sobre o período, a oposição ao regime se deu para além do que se compreende como esquerdas. As questões de raça, gênero e sexualidade, (explicitadas nos relatórios da vaerdade (nacional e de alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro) estiveram presentes na construção da “utopia autoritária” militar, assim como nas lutas de resistência contra a ditadura, pela democracia. A presente comunicação de pesquisa, desenvolvida no âmbito da pesquisa Corpos aliados e lutas políticas: resistências LGBT e redemocratização na perspectiva de gênero (1978-1988) (PIBIC) e das atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL), pretende analisar tais questões, sobretudo nos últimos anos do regime ditatorial, quando é possível identificar uma maior mobilização de setores do movimento negro e do movimento de mulheres. Dessa forma, é importante colocar em evidência qual o papel que estes grupos desempenharam na resistência à ditadura e na construção da democracia; como se organizavam e qual o impacto político e social de suas ações.

“Revolucionário e gay”: homossexualidade e esquerda revolucionária na ditadura civil-militar no Brasil.

Paulo Henrique dos Santos Araújo – UFAL.

 

A ditadura civil-militar no Brasil foi marcada pelo cerceamento das liberdades democráticas, censura e perseguição política aos opositores do regime. As lutas travadas pela esquerda revolucionária durante os vinte e um anos de ditadura revelaram personagens complexos para os socialistas e comunistas do período.  Dentre eles, encontramos o jovem estudante de medicina, Herbert Daniel, que passou por um processo de “exílio interno” entre os seus camaradas da Polop. Forçado a esconder sua homossexualidade, Herbert viveu um conflito político, que colocava sua luta pelo fim do regime ditatorial e a luta pela construção da revolução socialista em oposição a sua sexualidade, considerada pelos membros de sua organização e setores da esquerda revolucionária como “desvio” “pequeno-burguês”. Nos anos de 1960, contudo, jovens socialistas e comunistas começaram a ser influenciados por uma cultura sexual mais permissiva, que posteriormente passou a influenciar diretamente os partidos e organizações de esquerda radical (GREEN, 2018). Herbert Daniel, que em 1972 começou a se aproximar de grupos que lutavam pelo direito das mulheres, dos homossexuais e da população negra e indígena, sendo posteriormente pioneiro na luta contra a discriminação contra pessoas portadoras do vírus HIV, teve participação ativa nesse processo. Desse modo, nesta comunicação, nos debruçamos sobre a biografia “Revolucionário e Gay: a vida extraordinária de Herbert Daniel”, de autoria de James N. Green (2018), para analisar a trajetória do militante comunista, Herbert Daniel, intercalando sua luta pelo fim da ditadura civil-militar e as relações entre homossexualidade e esquerda radical. Esta pesquisa faz parte da do Projeto de Iniciação Científica Corpos aliados e lutas políticas: resistências LGBT e redemocratização na perspectiva de gênero (1978-1988), desenvolvido no âmbito das atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), do Curso de História (UFAL).

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