Lançamento de Livros

 

Dia: 12 de setembro de 2018

Horário: 18:00h

Local: ICHCA

 

1. Título: O papel do revisionismo na crise do movimento comunista

Autor: Magno Francisco da Silva

Editora: Raízes da América

Ano: 2018

 

Resumo: A presente obra trata-se de um breve ensaio que tem como objetivo central analisar a crise do movimento comunista instaurada a partir da segunda metade do século XX. O ponto de partida da análise é o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética e a repercussão do Relatório Krushev entre os partidos comunistas do mundo, incluindo o Brasil. O autor, influenciado especialmente por intelectuais e historiadores como Domenico Losurdo e Grover Furr, trabalha com o conceito de revisionismo filosófico e historiográfico e pretende reabrir um debate que até então, pelo menos no Brasil, estava dado como encerrado.

 

2. Título: Heróis Descartados - A batalha de Stalingrado em versos

Autor: Talvanes Faustino

Editora: Clube de Autores (portal de auto publicação independente) 

Ano: 2017

 

Resumo: Por meio de "Heróis Descartados" conheça a mais importante batalha da Segunda Guerra Mundial. No ano do aniversário de 100 anos da Revolução Russa, o poeta Talvanes Faustino autor de "Portal Da Escuridão Do Meu Olhar" "Amor Perfeito" entre outros livros. Entrega aos olhos dos leitores a perfeita união entre poesia e história. Através do amor de um soldado e de uma enfermeira, tenha um relato poético do sofrimento de soldados que em nome da ganância de líderes loucos. Lutaram até à morte seja por confronto armado, seja por fome, seja por ter de enfrentar um frio de 60 graus negativos. Embarque nesta aventura, você é meu convidado. Na parte "Outros Poemas" tenha acesso a outras obras do autor Talvanes Faustino.

 

 

3. Título: Cabeça Preta: pesquisas sobre a questão racial em Alagoas

Autores: Jeferson Santos da Silva, Sérgio da Silva Santos, Denivan Costa de Lima, Williem Silva de Freitas e David José Silva Santos (Orgs.)

Editora: Instituto do Negro de Alagoas (INEG) 

Ano: 2017

Resumo: Através de temas como educação, ensino, currículo, religiões de matrizes africanas, identidade racial, mulheres negras, cultura rastafári, hip hop, dança, Capoeira e diáspora, esses pesquisadores apontam para a denúncia do caráter estruturante da raça e do racismo na sociedade brasileira e suas particularidades no Estado de Alagoas. Seus estudos não apontam apenas para a diversidade de manifestação da prática racista; a leitura do conjunto dos diferentes capítulos conduz o leitor para enxergar a raça e o racismo como modos socialmente gerados de ver o mundo e viver nele [...]. Os trabalhos que compõem Cabeça Preta – pesquisas sobre a questão racial em Alagoas surge nesse momento histórico de recrudescimento do pensamento conservador na sociedade brasileira, caracterizado por suas intransigências, miopias e desqualificação dos debates sobre a questão racial, o que contribui para a permanência da dominação entre raças. Dessa forma, para esses intelectuais e ativistas negras e negros, a luta política torna-se mais árdua, pois pretendem demonstrar para a sociedade a dimensão da força da raça e do racismo nas mais diferentes áreas e campo social, como entrave para uma democracia mais completa, para se construir um lugar melhor para se viver, para fazermos, de fato, como observava Milton Santos, parte da nação brasileira.

 

4. Título: Operários têxteis em Alagoas: organização sindical, repressão e vida na fábrica (1951 - 1964)

Autor: Airton de Souza Melo

Editora: Imprensa Oficial Graciliano Ramos

Ano: 2018

 

Resumo: O presente trabalho discorre sobre o fortalecimento da classe operária têxtil em Alagoas entre os anos (1951-1964). Sua ascensão é percebida através da participação nos acontecimentos políticos e lutas de caráter econômico – greves e campanhas salariais – durante o período estudado e pelo protagonismo dos têxteis que através da experiência, passam a conquistar vitórias e assumir o papel de vanguarda da classe trabalhadora alagoana (ao lado de petroleiros, portuários e do PCB) até o golpe de 1964. Detemo-nos a compreender o processo e condições de trabalho do proletariado têxtil porque sua vida na fábrica é uma dimensão do cotidiano e assim podemos compreender com maior propriedade suas demandas diárias.

 

5. Título: Travestis: carne, tinta e papel

Autor: Elias Ferreira Veras

Editora: Prismas

Ano: 2017

 

Resumo: Ao contrário do que encontramos na maioria dos escritos de historiadores, nesse livro os corpos se fazem presença, nele se faz o relato histórico do regime de corpos, dos modelos de corporeidade, das técnicas de produção corporal, das tecnologias de fabricação de corpos, que se fazem presentes e se modificam entre os anos setenta e oitenta do século XX, mais especificamente no Brasil e na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará. Travestis: carne, tinta e papelfaz a história da produção de corpos transgressores, de corpos transgressivos, de corpos trans. Ele trata da emergência pública do sujeito travesti, de como esse lugar de sujeito foi produzido e habitado historicamente no Brasil. Redefinição do próprio conceito de travesti, que deixa de ser algo que se porta, que se veste, que se desfila com ele, para ir se tornando uma condição, um lugar de sujeito, um ser, uma identidade de gênero, que vai se deslocando do masculino para o feminino e que, mais recentemente é incorporada às identidades designadas como trans, de transição, de transversalidade, de atravessamento das fronteiras binárias definidas social e culturalmente para os sexos e para os gêneros (Durval Muniz de Albuquerque Júnior).

 

 

6. Título: Michel Foucault: ressonâncias contemporâneas

Autor: MARINHO, C. (Org.) ; VERAS, E. F. (Org.) ; SOUSA, A. A. P. (Org.); FERNANDES, D. G. (Org.) ; DAMASCENO, R. L. (Org.)

Editora: CRV

Ano: 2017

 

Resumo: Problematizar o presente constitui uma tarefa mais difícil e árdua do que, à primeira vista, se poderia pensar. Não tanto porque nosso presente histórico se mostre mais complexo e multifacetado do que já o foi um nosso passado não tão distante, embora isso não deva ser de todo desconsiderado. Com efeito, sem o menor desprezo pelo real e por suas vicissitudes, o gesto da problematização talvez requeira algo outro, ou algo mais do que a mera atenção aos traços, às especificidades e às idiossincrasias de nossa contemporaneidade; em todo caso, enfim, esse gesto talvez requeira algo como uma (mudança de) atitude, desde e mediante a qual a relação com qualquer tema ou assunto relativo à nossa realidade histórica no presente deve ser tensionada, ampliada e, sobretudo, colocada sob o signo do mais cruel e inquietante questionamento, por mais angustiante e incerto que isso possa parecer [...]. No sentido que se faz necessário problematizar a nossa atualidade, o presente livro, iniciativa oportuna do GEF – GRUPO DE ESTUDOS FOUCAULTIANOS/UECE, a partir de contribuições de diversos autores de distintos lugares do Brasil, explora, das mais variadas formas, potencialidades da obra de um dos pensadores mais acionados no mundo atualmente, Michel Foucault, tendo em vista, por um lado, a necessidade urgente e o portentoso desafio de compreendermos o que se passa em nossa pura atualidade, com que forças e problemas lidamos, e, por outro, o imperativo de tecermos formas criativas e produtivas de nos havermos com os desafios e dilemas de nossa condição contemporânea (Sylvio Gadelha).

 

7. Título: ... como se fosse um deles: Almirante Aragão – memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de Ditadura e Democracia

Autor: Anderson da Silva Almeida

Editora: Editora da Universidade Federal Fluminense – Eduff

Ano: 2017

 

Resumo: O almirante Cândido da Costa Aragão foi um dos símbolos da resistência ao golpe civil-militar de 31 de março de 1964. Seu nome tem sido esquecido, tanto nas cerimônias e almanaques oficiais da Marinha, como em outros registros de circulação mais popular. Irônico, porque este homem foi conhecido, no início dos anos 1960 – os do governo Goulart –, como o almirante do povo e, certamente por isso, em chave acusatória, como o almirante vermelho. Por meio da abordagem biográfica, a movimentada vida de Aragão, de soldado a almirante, é narrada pelo autor, preocupado com seus aspectos profissionais e pessoais, em todo o percurso. Até porque o exílio experimentado por Aragão esteve longe de ser um período de falta de atuação política. O livro elucida a trajetória de uma das figuras mais importantes daquele tempo e nos convida a refletir sobre a história recente do Brasil, sobre a ditadura e a democracia.

© 2017 por CPDHis - Centro de Pesquisa e Documentação Histórica - ICHCA - UFAL. Maceió - Alagoas - Brasil.